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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O Percurso - Le Parkour

"Parcours du combattant", o percurso de obstáculos, aqui pode ter sido o início da arte/esporte que conhecemos hoje como ‘Le Parkour’, ou na tradução mais livre: O Percurso.
imageParkour in Nottingham (Photo Tom Frankenburg)

Seu fundador, David Belle, diz que o Parkour “é guiado em parte a superar todos os obstáculos em seu próprio caminho como se estivesse em uma emergência. Você deve mover de tal maneira, com quaisquer movimentos, para ajudá-lo a ganhar a maior vantagem possível de alguém ou em alguma coisa, quer seja escapando daquilo ou caçando em direção a isso. Assim, havendo um confronto hostil com alguém, as opções são conversar, lutar ou esquivar. Assim como as artes marciais são uma forma de treinamento para a luta, parkour é uma forma de treinamento para a fuga. Devido a dificuldade em categoriza-la, os praticantes frequentemente colocam-na em sua própria categoria: "Parkour é Parkour".*

Algumas performances de David Belle




Fontes do texto: Wikipédia*,
Imagem: BBC

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

“Diretas Já!” – Um movimento político-democrático.

1983 – 1984. Brasil.
Temos a possibilidade de eleger um presidente usando o “voto direto”. A “Emenda Constituicional Dante de Oliveira” nos proporciona este direito. Mas foi rejeitada…

Cidade de Abreu de Lima, 31 de março de 1983. Ocorreu a 1ª manifestação pública a favor deste movimento. Logo após, em 15 de junho de 1983 Goiânia e na sequência, em novembro do mesmo ano Curitiba manifestaram esse direito. Este foi o início de um tempo ao qual o povo brasileiro fez da voz de milhões uma só: Diretas Já!

Mais explanações deixo a cargo do trabalho de Laura Danielle Meyer Aguirre/Bruna Silva encontrado no Youtube.

N.do E.: Estes vídeo encontra-se no Youtube. Créditos encontrados somente de: Laura Danielle Meyer Aguirre/Bruna Silva


Para acalentar, ou não, a consciência de cada indivíduo no momento do voto, deixo esta solene poesia e música:

Hino Nacional

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Voz: a música natural do corpo.

Dos gritos primais nas cavernas de outrora evoluímos para a melodia do canto.

cantar “No pescoço, encontra-se um tubo composto de cartilagens onde, localiza-se o músculo laríngeo e, inserido neste, as pregas vocais, responsáveis pela produção do som básico.
São apenas duas as pregas vocais e posicionam-se paralelas ao solo. Para a produção da fonação é necessário que as pregas vocais movimentem-se: abrindo na entrada do ar inspirado e vibrando na expiração.

Um fato interessante é que, a principal função das pregas vocais não é a fonação mas sim, de proteger os pulmões de substâncias nocivas que possam entrar pelo nariz ou boca. Isto se dá, quando as pregas vocais fecham fortemente obstruindo a abertura laríngea.

O som produzido pelas pregas vocais na laringe é muito fraco e pobre de harmônicos. para chegar ao que conhecemos e reconhecemos pelos nossos ouvidos, o som é amplificado quando passa pelas cavidades de ressonância (laringe, faringe, boca e nariz), e começa a tomar “forma” quando este, é articulado através de movimentos de língua, lábios, mandíbula, dentes e do palato.”¹

“A história do canto em conjunto tem suas raízes intimamente associadas à história da música e da própria humanidade. As primeiras melodias foram proferidas durante o canto coletivo de tribos primitivas em rituais religiosos para clemência e agradecimento aos deuses.

Para Platão (427-347 a. C.) até à Idade Média, o conhecimento dividia-se em duas grandes áreas: o Trivium (constituído por gramática, dialéctica e retórica), e o Quadrivium, constituído pela música (disciplina da relação do número com o som)>

Já Pitágoras (572-497 a. C.) distinguia entre três tipos de música, que se mantiveram durante toda a Idade Média. Eram a musica instrumentalis, a música produzida por instrumentos musicais (a música cantada fazia parte desta classe, sendo as cordas vocais consideradas um instrumento musical); a musica humana, a música inaudível produzida por cada ser humano, indicativa da ressonância entre corpo e alma, e ainda a musica mundana, a música produzida pelo cosmos, mais tarde conhecida por música das esferas.

Já no período clássico, foram estabelecidos os pilares do canto coral dentro da cultura grega e entre cristãos. O termo choros nasce na Grécia e diz respeito aos grupos de cantores e dançarinos que uniam suas vozes para formar melodias distintas entre si. Com esse povo, o coro ultrapassou os limites religiosos e adentrou as festividades populares.

O cristianismo, por sua vez, utilizou a música com a intenção de transmitir palavras litúrgicas e atrair mais fiéis para sua Igreja em expansão, depois que o imperador romano Constantino I permitiu a liberdade de culto, no ano 313. Dentro de templos cristãos funcionavam verdadeiras escolas de canto, sendo a primeira delas fundada pelo papa Silvestre I, no século IV

Com a reforma protestante do século XVI, foi reforçado o uso do canto coral em ambiente religioso, condição que se manteve até meados dos séculos XVIII e XIX. No entanto, as transformações políticas e econômicas desse período provocaram alterações profundas na sociedade. A classe média emergia e também procurava sofisticações culturais. Para satisfazer essa demanda, houve um grande aumento no número de corais desligados das igrejas, nascidos em várias regiões da Europa, especialmente França, Áustria e Alemanha. A tradição até hoje é enorme na Europa, entre pessoas comuns como médicos e advogados praticamente todos participam ou já estiveram em algum grupo de canto coral.”²

Dentro da evolução do canto daremos destaque para alguns estilos de musicalização da voz:

ÓPERA:

“Ópera é um gênero artístico que consiste num drama encenado com música.

O drama é apresentado utilizando os elementos típicos do teatro, tais como cenografia, vestuários e atuação. No entanto, a letra da ópera (conhecida como libreto) é cantada em lugar de ser falada. Os cantores são acompanhados por um grupo musical, que em algumas óperas pode ser uma orquestra sinfônica completa.

Os cantores e seus personagens são classificados de acordo com seus timbres vocais. Os cantores masculinos classificam-se em baixo, baixo-barítono (ou baixo-cantor), barítono, tenor e contratenor. As cantoras femininas classificam-se em contralto, mezzo-soprano e soprano. Cada uma destas classificações tem subdivisões, como por exemplo: um barítono pode ser um barítono lírico, um barítono de caráter ou um barítono bufo, os quais associam a voz do cantor com os personagens mais apropriados para a qualidade e o timbre de sua voz.”³


Andrea Bocelli - Ave Maria (Schubert)



CANTO GREGORIANO:

“O canto gregoriano é um gênero de música vocal monofônica, monódica (só uma melodia), não acompanhada, ou acompanhada apenas pela repetição da voz principal com o organum, com o ritmo livre e não medido, utilizada pelo ritual da liturgia católica romana, a idéia central do cantochão ocidental.[1]

As características foram herdadas dos salmos judaicos, assim como dos modos (ou escalas, mais modernamente) gregos, que no século VI foram selecionados e adaptados por Gregório Magno para serem utilizados nas celebrações religiosas da Igreja Católica.

Somente este tipo de prática musical podia ser utilizada na liturgia ou outros ofícios católicos. Só nos finais da Idade Média é que a polifonia (harmonia obtida com mais de uma linha melódica em contraponto) começa a ser introduzida nos ofícios da cristandade de então, e a coexistir com a prática do canto gregoriano.”³

The Gregorian Monks Sing "With or Without You"



CORAL:

“O Coro é o mais antigo entre os grandes agentes sonoros coletivos. Antigos documentos do Egito e Mesopotâmia revelam-nos a existência de uma prática coral ligada aos cultos religiosos e às danças sagradas. O termo Chóros possui um sentido bastante amplo e com o decorrer da história passou por diversos significados. Em sua origem grega, Chóros, representava um conjunto de aspectos que, somados, iam ao encontro do ideal do antigo drama grego de Ésquilo, Sófocles, e Eurípedes. O conjunto consistia em Poesia, Canto e Dança.”*

Handal's The Hallejuah Chorus from the Messiah



PERCUSSÃO VOCAL:

“Cada vez mais novos grupos a cappella estão usando a percussão vocal. Essa
arte, que consiste em usar os lábios, a língua e a voz, é o que podemos
chamar de arte imitativa [...] De uma arte que se faz através do ‘ensaio e
erro' acaba-se por descobrir como usar a boca para fazer determinados sons
que não sejam cantados.”**

The Voca People “Meddley”


BEATBOX:

”Beatboxing é uma forma de percussão vocal, que envolve principalmente a
arte de produzir batidas, ritmos e sons musicais através de uma boca, lábios,
língua e voz. Também pode envolver canto, imitação vocal, a simulação de
cornetas, cordas e outros instrumentos musicais.”***

 

VOCAL GUTURAL:

“O vocal gutural (do latim guttur, que significa garganta, goela), em música, é uma técnica vocal que produz um som rouco, grave ou profundo, que se obtém através do apoio diafragmático(comumente usado na maioria dos estilos de canto), que é uma técnica de respiração, juntamente com distorções no som produzido nas pregas vocais e laringe, que produz um som grave e rouco, com uma agressividade característica. O estilo é muito usado em bandas de metal de estilo death metal, metalcore, deathcore e thrash metal. Também é bastante comum no black metal, gothic metal e em algumas variantes do symphonic metal.”³

Arch Enemy – My Apocalypse

 

Fonte do texto: Adriana Barbato¹, Ednardo Monti – WebArtigos²,
(Wikipédia³ –  Opera, Canto Gregoriano, Gutural ), Luteranos*, RioACapela**, UFNR***
Imagem: Google Imagens

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Capoeira um dos tesouros do Brasil

capoeira ‘A capoeira é uma expressão cultural Afro-brasileira que mistura luta, dança, cultura popular e música. Desenvolvida no Brasil por escravos africanos e seus descendentes, é caracterizada por golpes e movimentos ágeis e complexos, utilizando os pés, as mãos, a cabeça, os joelhos, cotovelos, elementos ginástico-acrobáticos, e golpes desferidos com bastões e facões, estes últimos provenientes do Maculelê. Uma característica que a distingue da maioria das outras artes marciais é o fato de ser acompanhada por música.’¹

’No Brasil
Ao chegarem ao Brasil, os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros. Eram constantemente alvos de práticas violentas e castigos dos senhores de engenho. Quando fugiam das fazendas, eram perseguidos pelos capitães-do-mato, que tinham uma maneira de captura muito violenta.
Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança. Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.
A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais à manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física. Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão. Do nome deste lugar surgiu o nome desta luta.
Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas. O presidente gostou tanto desta arte que a transformou em esporte nacional brasileiro.’²
Algumas curiosidades da Capoeira:
  • ‘A palavra “ Capoeira” vem do tupi e significa mato ralo. O termo começou a ganhar outro sentido, provavelmente, na época dos quilombos, quando os negros fugiam e se escondiam nas capoeiras;
  • Burumbumba é o nome pelo qual o nosso berimbau é conhecido em Cuba. Na terra de Fidel Castro, ele é usado em rituais de adivinhação, nos quais se invocam espíritos;
  • O atabaque, instrumento muito usado na poética medieval e preferido dos reis, foi muito difundido na África, mas, segundo o historiador Waldeloir do Rego, chegou ao Brasil por mãos portuguesas.;
  • 1961: a prática da Capoeira foi introduzida no currículo de ensino da policia Militar do Estado da Guanabara. 1972: o conselho Nacional dos Desportos reconhece a Capoeira como esporte nacional.;
  • Medo
    Depois da libertação dos escravos , a capoeira passou a ser uma das grandes preocupações da elite do século passado. È que muitos capoeiristas assaltavam
    pra sobreviver e usavam sua agilidade para se vingar dos anos de sofrimento
    das senzalas;
  • Prisão
    A partir de 1890, época em que a prática da capoeira era considerada ilegal,
    quem fosse pego jogando era condenado a cumprir de 2 a 6 meses de prisão
    na Ilha de Fernando de Noronha, exercendo trabalhos forçados;
  • Reconhecimento
    “A capoeira é a única colaboração autenticamente brasileira á educação física, devendo ser considerada a nossa luta nacional.” (Getúlio Vargas);
  • O frevo é uma mistura de capoeira de Angola e dança Russa;
  • Existe um conto no leste e norte da África sobre a origem do berimbau. Diz que uma menina passeando parou num rio para beber água, quando um homem veio por trás e deu-lhe uma forte pancada na nuca. Ao morrer, transformou-se num arco musical. Sou corpo converteu-se na madeira, seus membros na corda, sua cabeça na caixa de ressonância e seu espírito na música;
  • Em 1712 surge no vocabulário português e latino o termo "CAPOEIRA"’.''³
‘Toques de capoeira: Os diferentes ritmos utilizados na capoeira, como tocados no berimbau, são conhecidos como toques; estes são alguns dos toques mais comumente utilizados:
  • Angola;
  • São Bento Grande de Bimba;
  • São Bento Grande de Angola;
  • São Bento Pequeno;
  • Lúna;
  • Cavalaria;
  • Samango;
  • Santa Maria;
  • Benguela;
  • Amazonas;
  • Idalina;
  • Regional de Bimba.’¹
N. do E.: Para saber mais sobre os toques de berimbau acesse a sequencia de aulas do mestre Jacaré do Lodo no Youtube.


Fonte do texto: Wikipedia¹, Sua Pesquisa², BerimBrasil³
Imagem: Extraída do site ‘Casa de Português’(créditos da foto não disponíveis)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Bhagavad Gita - O Canto Divino

A epopéia Mahâbhârata, de que faz parte o Bhagavad-Gîtâ, foi compilada na forma atual entre os séculos 5 e 1 a.C.

A epopéia se reporta à grande Índia de outrora, unificada política e culturalmente, estendendo-se do Himalaia ao cabo Camorim.

Os kurus formavam um importante kula (clã) dessa época. Quando seu rei Dhritarâshtra, o rei cego, envelheceu, decidiu ceder o trono, não a seu filho Duryôdhana, mas ao primogênito de seu irmão Pându, Yudishtira; pois Duryôdhana, dado ao mal, não era digno de governar. Mas Duryôdhana apoderou-se do trono através de intrigas e traições e tratou de tentar liquidar Yudishtira e seus quatro irmãos.

Krishna, o Deus encarnado, chefe do clã Yâdava, amigo e parente dos kurus, tentou reconciliar os dois partidos, reclamando para os príncipes pândavas apenas cinco cidades. Duryôdhana recusou-se a entregar sem luta a menor parcela de terra. Tornou-se então necessário combater pela justiça e pelo direito. Todos os príncipes da Índia tomaram um ou outro partido. Krishna, imparcial, ofereceu uma escolha aos dois partidos: Duryôdhana escolheu ter aos seu lado todo o exército de Krishna, enquanto que o próprio Krishna, sozinho, passou para o outro campo, não como guerreiro, mas como simples condutor do carro de Arjuna.

Drôna, que instruíra os kurus e os pândavas na arte militar, tomou o partido de Duryôdhana, porque seu velho inimigo Drupada escolhera o outro campo. Bhîshma, tio-avô dos príncipes kuravas e pândavas, o homem que sempre vivera em castidade e era o homem mais forte de seu tempo, era o chefe do partido que tentara reconciliar kurus e pândavas. Quando fracassaram as tentativas pacíficas e a guerra tornou-se inevitável, ele decidiu, depois de examinar escrupulosamente seus deveres e sua obrigação, tomar o partido de Duryôdhana. Sabia que este estava errado e se a batalha envolvesse apenas os dois ramos da mesma família, teria permanecido neutro; mas quando viu que todos os antigos inimigos dos kurus estavam se aliando aos pândavas, decidiu lutar apenas dez dias ao lado de Duryôdhana e depois se retirar para uma morte voluntária (obtida por meios não violentos).

Do ponto de vista estritamente militar, o exército de Duryôdhana era claramente superior ao de seu adversário. Mas esta superioridade era compensada pela presença de Krishna no campo oposto.

Sanjaya, o condutor do carro do velho rei Dhritarâshtra, relata-lhe o que aconteceu no campo de Kurukshetra, onde os dois exércitos se reuniram para uma luta sem precedentes na história da antiga Índia.

É então que começa o Bhagavad-Gîtâ, o Canto Divino, assim chamado por conter as palavras de Krishna, a divindade encarnada, e por ensinar o homem a elevar-se acima da consciência humana, até uma consciência divina superior, realizando desta forma na Terra o reinado dos céus.

Fonte e acesso ao Cantos: CulturaBrasil
Imagens: Google Imagens

quarta-feira, 23 de junho de 2010

7 Deuses da Sorte/Felicidade - 七福神

"Os Sete Deuses da Sorte, da Felicidade ou da "Boa Fortuna" (conhecidos no Japão como 七福神 “shichi fukun jin”), são divindades provenientes da mitologia e do folclore japonês. Esta crença começou aproximadamente há 500 anos, com a economia do Japão em crise devido a inúmeras guerras da era "Murumachi" (1392-1573) e na esperança de ganhos momentâneos que atenuassem os tempos difíceis.


Praticamente desconhecida do público ocidental, a lenda originou-se em Kyoto, através da adoração das figuras de altos oficiais, que representavam as religiões (budismo, xintoísmo e taoísmo) para os quais as pessoas passaram a rezar por colheitas abundantes e prosperidade do país.


Durante este período, os negócios comerciais passaram a tomar forma e as pessoas a desenvolver um senso de individualismo e busca por benefícios próprios. Quando a cultura popular começou a florescer - período “Edo” (1600-1867), os Sete Deuses da Felicidade, tornaram-se bastante cultuados. Deu-se o início à peregrinação "shichi fukun jin" de visita aos templos e santuários associados aos deuses com o intuito de pedir o bem-estar da família e o sucesso nos negócios.


Comumente representados no topo de uma “takarabune” (barca do tesouro em português), tornou-se popular a crença de que dormir com esta imagem, atrai a boa fortuna nos negócios e o bem- estar."*


Os 7 Deuses são:

Daikokuten"DAIKOKUTEN (Deus do paraíso)

Tem um rosto cheio, faz imaginar um ancião de estatura alta, traz um martelo eu realiza todos os desejos e carrega nas costas um grande saco. Surpreendentemente, a origem deste Deus está na religião Hindu, da Índia. Ao ser introduzido ao Budismo, tornou-se o protetor de Buda. No Japão, juntou-se ao OOKUNI NUSHINO MIKOTO, conhecido como Deus da fartura na colheita, Deus do lar e Deus da cozinha.

EbisuEBISU (Deus da prosperidade nos negócios)

Usa um chapéu de pano preto, traz no braço um pargo e segura uma vara de pesca. É o único Deus japonês dentre os sete. Por ser proveniente do além-mar, significa também Deus da fartura na pesca e, pelo fato de poder trocar os pescados por mercadorias, passa a ser também Deus da prosperidade nos negócios.

Benzaiten

BENZAITEN (A Deusa da arte e da música)

Única Deusa entre os sete. Era, anteriormente, Deusa da religião Hindu. É deusa da água e dos rios. Pela sensação agradável do som da corredeira do rio, passa a ser também considerada Deusa da música. Traz um instrumento musical semelhante ao biwa, instrumento de cordas japonês. Era Deusa da eloquência e da arte, porém, com o tempo passou a ser dos bens (riqueza material). Para os japoneses, água é um purificador de todas as máculas e também elemento que proporciona a umidade necessária. Conforme o templo, sua imagem é retratada de forma diferente, desde uma linda menina até uma Deusa com uma beleza sensual.

BishamontenBISHAMONTEN (Deus da guerra)

Da religião Hindu, é deus da guerra. Traz na mão esquerda um pagode e na mão direita uma lança e um bastão que é tesouro. Na China, ele é Deus protetor da Nação. No Japão,era Tamonten, um dos Deuses shitennoo: Deuses que protegem as quatro direções - Leste, Oeste, Norte e Sul, que protege a direção Norte.

Imagina-se que passou a ser um dos sete Deuses por realizar desejos.

JuroojinJUROOJIN (Deus da longevidade)

Possui uma longa cabeça e cabelos brancos. Possui uma bengala e traz consigo um cervo. É Deus da longevidade e juventude. É muito parecido com Fukurokuju.



Oshoo-HoteiHOTEI OSHOO (Deus da previsão)

É um monge que, segundo contam, viveu na China no século 10.
Possui um rosto muito sorridente, te orelhas grandes (os japoneses as chamam de fukumimi, ou seja, orelhas da felicidade) e uma grande barriga. Hotei é o nome popular, sendo Kaishi o seu verdadeiro nome. Carrega sempre um grande saco, recebia sem problemas mesmo as oferendas de peixes, proibidas pelos mandamentos, sendo muito amado pelo povo. Mesmo deitando sobre neve, seu corpo não se molha, acerta todas as previsões de tempo, e, segundo contam, nunca errou ao adivinhar sobre a sorte das pessoas. Dizem que é uma das formas de aparição de Miroku Bosatsu, Bodhisattva que se segue ao Buda, para vir a este mundo proporcionar salvação às pessoas.

FukurokujiFUKUROKUJI (Deus da sorte)

Parece-se com Juroojin, porém tem uma estatura mais baixa e cabelos brancos. Traz consigo um grou branco ou uma tartaruga, símbolos de longevidade e tem em mãos uma bengala com um pergaminho que contém a transcrição de uma sutra. Também é Deus do ideal do Taoísmo.

Esses sete Deuses ficaram dessa forma definidos na segunda metade da Era Muromachi. Dizem que até então os seus membros já tinham sido substituídos; porém, o número sagrado que é SETE sempre se manteve constante.
O número SETE é realmente para os chineses e japoneses o número da sorte."**

OBS: - Texto publicado no Jornal S. Paulo Simbum de 4/01/2001 



*Fonte do texto: Magia Dourada
** Fonte do texto e imagens: Sonoo

terça-feira, 25 de maio de 2010

Eri Yéyé ó! Oxum!


Na Nigéria, mais precisamente em Ijesá, Ijebu e Osogbó, corre calmamente o rio Oxum, a morada da mais bela Iyabá, a rainha de todas as riquezas, a protectora das crianças, a mãe da doçura e da benevolência.
Generosa e digna, Oxum é a rainha de todos os rios e cachoeiras. Vaidosa, é a mais importante entre as mulheres da cidade, a Ialodê. É a dona da fecundidade das mulheres, a dona do grande poder feminino.
Oxum é a deusa mais bela e mais sensual do Candomblé. É a própria vaidade, dengosa e formosa, paciente e bondosa, mãe que amamenta e ama. Um de seus oriquis, visto com mais atenção, revela o zelo de Oxum com seus filhos:
O primeiro filho de Oxum chama-se Ide, é uma verdadeira jóia, uma argola de cobre que todos os iniciados de Oxum devem colocar nos seus braços.
Oxum não vê defeitos nos seus filhos, não vê sujidade. Os seus filhos, para ela, são verdadeiras jóias, e ela só consegue ver seu brilho.
É por isso que Oxum é a mãe das crianças, seres inocentes e sem maldade, zelando por elas desde o ventre até que adquiram a sua independência.
Seus filhos, melhor, as suas jóias, são a sua maior riqueza.

Presença de Oxum na música

Filha de Oxalá, Oxum sempre foi uma moça  muito curiosa, bisbilhoteira, interessada em aprender de tudo. Como sempre fora mimosa e manhosa, além de muito mimada, conseguia tudo do pai, o deus da brancura. Sempre que Oxalá queria saber de algo, consultava Ifá. O Senhor da adivinhação, para que ele visse o destino  a ser seguido. Ifá, por sua vez, sempre dizia à Oxalá:
- Pergunte a Exu, pois ele tem o poder de ver os búzios!
E este acontecimento se repetia a cada vez que Oxalá precisava saber de algo. Isto intrigou Oxum, que pediu ao pai para aprender a ver o destino. E Oxalá disse à filha:
- Oxum, tal poder pertence a Ifá, que proporcionou a Exu o conhecimento de ler e interpretar os búzios. Isto não pode lhe dar!
Curiosa Oxum procurou, então, uma saída. Sabia que o segredo dos búzios estava com Exu e procurou-o para lhe ensinasse.
- Ensina-me, Exu! Eu também quero saber como se vê o destino.
Ao que Exu respondeu:
Não, não! O segredo é meu, e me foi dado por Ifá. Isso eu não ensino!
Exu estava intransigente. Oxum sabia disso e sabia que não conseguiria não conseguiria nada com ele. Partiu, então, para a floresta, onde viviam as feiticeiras Yámi  Oxorongá. Cuidadosa, foi se aproximando pouco a pouco do âmago da floresta. Afinal, sua curiosidade e a decisão de desbancar Exu eram mais fortes que o medo que sentia.
Em dado momento deparou-se com as Yámi, empoleiradas nas árvores. Entre risos e gritos alucinantes, perguntaram À jovem Oxum:
- O que você quer aqui mocinha?
- Gostaria de aprender a magia! Disse Oxum, em tom amedrontado.
- E por que quer aprender a magia?
- Quero enganar Exu e descobrir o segredo dos búzios!
As Yámi, há muito querendo “pegar Exu pelo pé”, resolveram investir na jovem Oxum, ensinando-lhe todo o tipo de magia, mas advertiram que, sempre que Oxum usasse o feitiço, teria que fazer-lhes uma oferenda. Oxum concordou e partiu.
Em seu reino, Oxalá já se preocupava com a demora da filha que, ao chegar, foi diretamente ao encontro de Exu. Ao encontrar-se com este, Oxum insistiu:
- Ensina-me a ver os búzios, Exu?
- Não e não! Foi sua resposta.
Oxum, então, com a mão cheia de um pó brilhante, mandou que Exu olhasse e adivinhasse o que tinha escondido entre os dedos. Exu chegou perto e fixou o olhar. Oxum, num movimento rápido, abriu a mão e soprou o pó no rosto de Exu, deixando-o temporariamente cego.
- Ai! Ai! Não enxergo nada, onde estão meus búzios? Gritava Exu.
Oxum, fingindo preocupação e interesse em ajudar, perguntou a Exu:
- Eu os procuro, quantos búzios, formam o jogo?
- Ai! Ai! São 16 búzios. Procure-os para mim, procure-os!
- Tem certeza de que são 16, Exu? E por que seriam 16?
- Ora, ora, porque 16 são os Odus e cada um deles fala 16 vezes, num total de 256.
- Ah! Sei. Olha, Exu, achei um, ele é grande!
- É Okanran! Ai! Ai!  Não enxergo nada!
- Olha, achei outro, é menorzinho.
- É Eji-okô, me dê, me dê!
- Ih! Exu,. Achei um compridinho!
- E Etá-Ogundá, passa para cá....
E assim foi , até chegar ao ultimo Odu, Inteligente, oxum guardou o segredo do jogo e voltou ao seu reino. Atrás de si, deixou Exu com os olhos ardidos e desconfiados de que fora enganado.
- Hum! Acho que essa garota me passou para trás!
No reino de Oxalá, Oxum disse ao seu pai que procurara as Yámi, que com elas aprendera a arte da magia e que tomara  de Exu o segredo do Jogo de Búzios. Ifá, o Senhor da adivinhação, admirado pela coragem e inteligência de Oxum, resolveu dar-lhe, então, o poder do jogo e advertiu que ela iria regê-lo juntamente com Exu.
Oxalá quis saber ao certo o porquê de tudo aquilo e pediu explicações à filha. Meiga, Oxum respondeu ao pai:
- Fiz  tudo isso por amor ao Senhor, meu pai. Apenas por amor!
“Ora Yê Yê, amor.... Ora Yê Yê, Oxum...

sábado, 15 de maio de 2010

Psychobilly


O termo "psychobilly" foi usado pela primeira vez por Johnny Cash em
sua canção “One Piece at Time”, sucesso no Top Ten de 1976. Passaria a ser usado para definir o gênero alguns anos depois, quando o The Cramps descreveu sua música como "psychobilly" e "voodoo rockabilly" nos pôsteres de seus shows. Embora o Cramps tenha rejeitado a idéia de ser parte do cenário psychobilly, são eles, juntamente com artistas como Screamin' Jay Hawkins, The Stray Cats e Meteors, os considerados precursores do movimento. Musicalmente falando, haviam
antecedentes também no cenário garage rock e pub rock já nos anos 60 e começo dos 70, sem contar o artista mais conhecido como Legendary Stardust Cowboy, um precursor do psychobilly.
A primeira banda considerada psychobilly foi a Meteors, formada no sul de Londres em 1980. Com um integrante que fazia parte da subcultura rockabilly, outro envolvido com a subcultura punk e um terceiro que era fã de filmes de terror, suas ideias musicais se juntaram e formataram o gênero como ele existe atualmente. O Meteors também inventou o conceito do psychobilly ser apolítico, encorajando seus shows a serem zona "não-politizada" em função de evitar brigas entre os fãs, como estava se tornando recorrente no cenário punk da época. Até hoje, praticamente nenhuma música de psychobilly fala de política, apesar da maioria dos psychobillies repudiarem os pensamentos de extrema direita.
Em 1982 uma casa noturna chamada Klubfoot foi aberta em Hammersmith, a oeste de Londres, criando um lar para o cenário britânico de psychobilly. O clube seria eventualmente demolido, dando lugar a prédios de escritórios e uma estação de ônibus. Por nunca ter sido um estilo muito popular, seus fãs frequentemente organizam “Finais de Semana Psychobilly” em que várias bandas tocam juntas para conseguir atrair bastante público. Os primeiros finais de semana foram organizados no Reino Unido em meados dos anos 80.
O psychobilly eventualmente se espalharia através da Europa, particularmente na Alemanha, Itália e Espanha, em alguns lugares nos Estados Unidos e gradualmente na Ásia, especialmente no Japão. Enquanto o psychobilly do começo dos anos 80 (com Meteors, Sharks, Batmobile) era similar ao punk ou ao garage rock, o psychobilly do final da mesma década já lembrava mais o heavy metal (com Nekromantix, Demented Are Go, Klingonz, Mad Sin), enquanto o estilo dos anos 90 e 2000 se aproxima do som do psychobilly norte-americano (Reverend Horton Heat, Los Gatos Locos, Tiger Army).
A moda psychobilly é caracterizada por um penteado chamado “quiff”, um tipo de moicano rockabilly, enquanto as roupas combinam o estilo punk (cabelo tingido, trajes surrados e rasgados e jaquetas de couro), com a moda inicial do rockabilly (estampas com figuras de animais).

Fonte do texto: Wikipedia
Imagem: Peter Sandorff (fonte blog ALTERNAR zine)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Atotó! Omolu!

Omolú é a Terra! Essa afirmação resume perfeitamente o perfil deste orixá, o mais temido entre todos os deuses africanos, o mais terrível orixá da varíola e de todas as doenças contagiosas, o poderoso “Rei Dono da Terra”.

É preciso esclarecer, no em tanto, que Omolú está ligado ao interior da terra (ninù ilé) e isso denota uma íntima relação com o fogo, já que esse elemento, como comprovam os vulcões em erupção, domina as camadas mais profundas do planeta.

Toda a reflexão em torno de Omolú ocorreu colocando-o como um orixá ligado à terra, o que é correcto, mas não deixa de ser um erro desconsiderar a sua relação com o fogo do interior da terra, com as lavas vulcânicas, como os gases etc. o que pode ser mais devastador que o fogo? Só as epidemias, as febres, as convulsões lançadas por Omolú!

Orixá cercado de mistérios, Omolú é um deus de origem incerta, pois em muitas regiões da África eram cultuados deuses com características e domínios muito próximos aos seus. Omolú seria rei dos Tapas, originário da região de Empé. Em território Mahi, no antigo Daomé, chegou aterrorizando, mas o povo do local consultou um babalaô que lhes ensinou como acalmar o terrível orixá. Fizeram então oferendas de pipocas, que o acalmaram e o contentaram. Omolú construiu um palácio em território Mahi, onde passou a residir e a reinar como soberano, porém não deixou de ser saudado como Rei de Nupê em pais Empê (Kábíyèsí Olútápà Lempé).

As pipocas, ou melhor, deburu, são as oferendas predilectas do orixá Omolú; um deus poderoso, guerreiro, caçador, destruidor e implacável, mas que se torna tranquilo quando recebe sua oferenda preferida.

Em África são muitos os nomes de Omolú, que variam conforme a região. Entre os Tapas era conhecido Xapanã (Sànpònná); entre os Fon era chamado de Sapata-Ainon,que significa ‘Dono da Terra’; já os Iorubás o chamam Obaluaiê e Omolú.

Omolú nasceu com o corpo coberto de chagas e foi abandonado pela sua mãe, Nanã Buruku, na beira da praia. Nesse contratempo, um caranguejo provocou graves ferimentos na sua pele. Iemanjá encontrou aquela criança e criou-a com todo amor e carinho; com folhas de bananeira curou as suas feridas e pústulas e transformou-a num grande guerreiro e hábil caçador, que se cobria com palha-da-costa (ikó) não porque escondia as marcas de sua doença, como muitos pensam, mas porque se tornou um ser de brilho tão intenso quanto o próprio sol. Por essa passagem, o caranguejo e a banana-prata tornaram-se os maiores ewò de Obaluaiê.

O capuz de palha-da-costa-aze (aze) cobre o rosto de Obaluaiê para que os seres humanos não o olhem de frente (já que olhar directamente para o próprio sol pode prejudicar a visão). A história de Omolú explica a origem dessa roupa enigmática, que possui um significado profundo relacionado à vida e à morte.

O aze guarda mistérios terríveis para simples mortais, revela a existência de algo que deve ficar em segredo, revela a existência de interditos que inspiram cuidado medo, algo que só os iniciados no mistério podem saber. Desvendar o aze, a temível máscara de Omolú, seria o mesmo que desvendar os mistérios da morte, pois Omolú venceu a morte. Debaixo da palha-da-costa, Obaluaiê guarda os segredos da morte e do renascimento, que só podem ser compartilhados entre o iniciados.

A relação de Omolú com a morte dá-se pelo facto de ele ser a terra, que proporciona os mecanismos indispensáveis para a manutenção da vida. O homem nasce, cresce, desenvolve-se, torna-se forte diante do mundo, mas continua frágil diante de Omolú, que pode devorá-lo a qualquer momento, pois Omolú é a terra, que vai consumir o corpo do homem por ocasião da sua morte.

Obaluaiê andou por todos os cantos de África, muito antes, inclusive, de surgirem algumas civilizações. Do ponto de vista histórico, Omolú é a idade anterior à Idade dos Metais, peregrinou por todos os lugares do mundo, conheceu todas as dores do mundo, superou todas. Por isso Omolú se tornou médico, o médico dos pobres, pois, muito antes da ciência, salvava a vida dos necessitados; durante a escravidão, só não pôde superar a crueldade dos senhores, mas de doenças livrou muitos negros e até hoje muitos pobres só podem recorrer a Omolú que nunca lhes falta.

Características dos filhos de Obaluaiê/Omolú

Os filhos de Omolú são pessoas extremamente pessimistas e teimosas que adoram exibir os seus sofrimentos, daqueles que procuram o caminho mais longo e difícil para atingir algum fim.

Deprimidos e depressivos, são capazes de desanimar o mais optimista dos seres; acham que nada pode dar certo, que nada está bom. Às vezes, são doces, mas geralmente possuem manias de velho, como a rabugice.

Gostam da ordem, gostam que as coisas saiam da maneira que planearam. Não são do tipo que levam desaforo para casa e se se sentirem ofendidos respondem no acto, não importa a quem. Pensam que só eles sofrem, que ninguém os compreende. Não possuem grandes ambições.

Podem apresentar doenças de pele, marcas no rosto, dores e outros problemas nas pernas. São pessoas sem muito brilho, sem muita beleza. São perversos e adoram irritar as pessoas; são lentos, exigentes e reclamam de tudo.
São reprimidos, amargos e vingativos. É difícil relacionar-se com eles. Parece que os filhos de Omolú são pessoas que possuem muitos defeitos e poucas qualidades, mas eles têm várias, e uma qualidade pode compensar qualquer defeito: são extremamente prestáveis e trabalhadores. São amigos de verdade.

Fonte do texto: Candomblé:Mundo dos Orixás
Imagens: Banco de dados Google Imagens

terça-feira, 27 de abril de 2010

Pin Up!

"Uma pin-up é uma modelo cujas imagens sensuais produzidas em grande escala exercem um forte atrativo na cultura pop. Destinadas à exibição informal, as pin-ups constituem-se num tipo leve de erotismo.""Pin-up também pode se referir a desenhos, pinturas e outras ilustrações feitas por imitação a estas fotos. O termo foi documentado pela primeira vez em inglês em 1941; contudo, seu uso pode ser rastreado pelo menos até a década de 1890. As imagens “pin up” podiam ser recortadas de revistas,jornais, cartões postais, cromo-litografias e assim por diante. Tais fotos apareciam freqüentemente em calendários, os quais eram produzidos para serem pendurados (em inglês,pin up) de alguma forma. Posteriormente, posters de “pin-up girls” começaram a ser produzidos em massa.

Muitas “pin ups” eram fotografias de celebridades consideradas sex symbols. Betty Grable foi uma das mais populares dentre as primeiras “pin-ups”. Um de seus posters tornou-se onipresente nos armários dos soldados norte-americanos durante a Segunda Guerra Mundial. Outras pin-ups eram trabalhos artísticos, freqüentemente representando versões idealizadas do que alguns imaginavam ser a representação de uma mulher particularmente atraente."


A expressão “
cheesecake” é sinônimo de “foto pin-up”. O mais antigo uso documentado neste sentido é de 1934, antecipando-se a “pin-up”, embora anedotas afirmem que a expressão estava em uso na gíria pelo menos 20 anos antes, originalmente na frase (dita sobre uma bela mulher) “better than cheesecake” (algo como um verdadeiro pitéu).

Hoje em dia, homens também podem ser considerados “pin ups” e existem equivalentes masculinos de 
modelos e atores atraentes como Brad Pitt. O termo equivalente, nesta acepção, é “beefcake” (algo como bofe, em gíria brasileira).



Fonte do texto: Wikipédia
Fonte de imagens: Google Imagens

sábado, 17 de abril de 2010

SHINSOKAN - Seicho-No-Ie - MEDITAÇÃO

Seicho No Ie - Lar do Progredir Infinito

"O que é a Seicho-No-Ie?

É um ensinamento de amor que prega que o ser humano é filho de Deus, que o mundo da matéria é projeção da mente e, também, nos revela qual é a nossa verdadeira natureza. É uma filosofia que transcende o sectarismo religioso, pois acredita que todas as religiões são luzes de salvação que emanam de um único Deus.
Ano de Fundação:
Fundada por Masaharu Taniguchi, em 1° de março de 1930, no Japão.


Dentre os líderes espirituais do Japão, Masaharu Taniguchi é um dos mais conhecidos e influentes. Através de suas preleções, livros, artigos, etc., atinge milhões de pessoas. Suas mensagens são simples, objetivas e capazes de modificar vidas.


A SEICHO-NO-IE é Religião ou Filosofia?


A Seicho-No-Ie pode ser considerada uma filosofia de vida e também uma religião, não há rigidez de conceito neste sentido. Ela tem como objetivo despertar no coração das pessoas a verdade de que todos são filhos de Deus e fazer com que, através de atos, palavras e pensamentos, tornemos este mundo um mundo melhor.

A felicidade de quem pratica

Aqueles que praticam os ensinamentos da Seicho-No-Ie aprendem a reconhecer sua verdadeira natureza de filho de Deus e, em conseqüência disso, começam então a ocorrer fatos milagrosos como a cura de doenças, reconciliação de lares em desarmonia, exteriorização de grandes talentos, êxito profissional, solução de problemas econômicos e amorosos etc.
Para quem já tem uma religião

Existem pessoas que, mesmo já sendo adeptas de uma religião e freqüentando assiduamente suas atividades, sentem-se muito bem e felizes ao entrar em contato com os ensinamentos da Seicho-No-Ie, que por sua vez recebe, com muito amor e carinho, todas as pessoas, sem nenhuma restrição."


Texto encontrado em:
Sobre a Seicho No Ie

Leitura recomendada:
Seicho No Ie

quarta-feira, 10 de março de 2010

Grafite - A Arte das Ruas

Arte ou vandalismo? Escrita ou formas de desenhos?


"Na Pré-História, antes da escrita digital fonética, os homens da caverna pintavam nas paredes lisas e retas da caverna as imagens de caçadas e festas rituais".
"Para muitos, o grafite é apenas uma "pichação evoluída". Para outros, uma modalidade de arte urbana. Apesar de todas as controvérsias, o grafite está presente em diversas partes da cidade: em banheiros públicos, edifícios, becos, casas abandonadas, ônibus, metrôs, orelhões, postes e monumentos públicos."

"Controvérsias à parte, cada vez mais o grafite ganha status de arte e, conseqüentemente, o apoio de programas desenvolvidos por escolas, grupos de artistas e pelo próprio governo."

"No século XX, mais precisamente no final da década de 60, jovens do Bronx, bairro de Nova Iorque (EUA), restabeleceram esta forma de arte usando tintas spray. Para muitos, o grafite surgiu de forma paralela ao hip hop - cultura de periferia, originária dos guetos americanos, que une o RAP (música muito mais falada do que cantada), o "break" (dança robotizada) e o grafite (arte plástica do movimento cultural). Nesse período, academias e escolas de arte começaram a entrar em crise e jovens artistas passaram a se interessar por novas linguagens. Com isso, teve início um movimento que dava crédito às manifestações artísticas fora dos espaços fechados e acadêmicos. A rua passou a ser o cenário perfeito para as pessoas manifestarem sua arte.
Os artistas do grafite, também chamados de "writers" (escritores), costumavam escrever seus próprios nomes em seus trabalhos ou chamar a atenção para problemas do governo ou questões sociais.

Na Europa, no início dos anos 80, jovens de Amsterdã, Berlim, Paris e Londres passaram a criar seus próprios ateliês em edifícios e fábricas abandonadas. O objetivo era conseguirem um espaço para criarem livremente. Nesses locais, surgiram novas bandas de música, grupos de artistas plásticos, mímicos, atores, artesãos e grafiteiros.
Grafite de Scharf
Muitos grafiteiros europeus e norte-americanos que viveram e trabalharam nesses espaços alternativos conseguiram levar mostrar suas obras aláem das fronteiras de seus países. Alguns exemplos desse movimento são: Jean-Michel Basquiat, Keith Haring e Kenny Scharf .

Haring e Scharf expuseram seus trabalhos na XVII Bienal Internacional de São Paulo, em 1983, exercendo forte influencia entre os artistas do grafite no Brasil. A XVIII Bienal, em 1985, lançou nomes de grafiteiros brasileiros, tais como Alex Vallauri, Matuck e Zaidler. "


Termos:

• Grafiteiro/writter: o artista que pinta.
• Bite: imitar o estilo de outro grafiteiro.

• Cap - Cápsula aplicável ás latas para a pulverização do spray. Existem variados caps, que variam consoante a pressão, originando um traço mais suave ou mais grosso (ex: Skinny", "Fat", "NY Fat Cap", etc).

• Crew: é um conjunto de grafiteiros que se reúnem para pintar juntos.

• Cross - Pintar um grafite por cima de um trabalho de um outro writer.
• End to end - Carruagem ou comboio pintado de uma extremidade à outra, sem atingir a parte superior do mesmo (por ex. as janelas e parte superior do comboio não são pintadas).

• Hall of Fame - Trabalho geralmente legal, mural mais trabalhado onde normalmente pinta mais do que um artista na mesma obra, explorando as técnicas mais evoluídas.

•Kings - Writer que adquiriu respeito e admiração dentro da comunidade do grafite. Um estatuto que todos procuram e que está inevitavelmente ligado à qualidade, postura e anos de experiência.
• Tag: é assinatura de grafiteiro.

• Toy é o grafiteiro iniciante.

• Spot: lugar onde é praticada a arte do grafitismo.

Grafiteiros brasileiros:

Os Gêmeos são uma dupla de irmãos gêmeos idênticos grafiteiros de São Paulo, nascidos em 1974, cujos nomes reais são Otávio e Gustavo Pandolfo. Formados em desenho de comunicação pela Escola Técnica Estadual Carlos da Campos, começaram a pintar grafites em 1987 no bairro em que cresceram, o Cambuci, e gradualmente tornaram-se uma das influências mais importantes na cena paulistana, ajudando a definir um estilo brasileiro de grafite.
Os trabalhos da dupla estão presentes em diferentes cidades dos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Grécia, Cuba, entre outros países. Os temas vão de retratos de família à crítica social e política; o estilo formou-se tanto pelo hip hop tradicional como pela pichação.

Em 22 de maio de 2008, executaram a pintura da fachada da Tate Modern, de Londres, para a exposição Street Art, juntamente com o grafiteiro brasileiro Nunca, o grupo Faile, de Nova York; JR, de Paris; Blu, da Itália; e Sixeart, de Barcelona.

Arte dos "Gêmeos"


Hudinilson Urbano Júnior (São Paulo, 1957) é um artista multimídia brasileiro.

Em 1975 inicia curso de artes plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado, fazendo experiências em várias modalidades de expressão como pintura, graffiti, xerografia e performance, usando o corpo humano masculino como tema principal.
Em 1979 funda, junto com Rafael França e Mário Ramiro, o grupo 3nós3, realizando intervenções urbanas em São Paulo. A partir de 1982 inicia a série em xerox Exercícios de Me Ver, reproduzindo partes do próprio corpo. Na década de 80 entra em contato com Alex Vallauri e trabalha extensamente com o graffiti.
Em 1984 participa da 1ª Bienal de Havana e da exposição Arte Xerox Brasil, na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Expõe na 18ª Bienal de São Paulo em 1985 e na 3ª Bienal do Mercosul, em 2001.

Em 2002 participa da coletiva de artistas de grafite) Rendam-se Terráqueos, com a instalação Narciso Revisita Seus Espelhos 2, no banheiro da Casa das Rosas, São Paulo (2002)



"Grafite ou grafito (do italiano graffiti, plural de graffito) é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade."


Fonte de Consulta:
MundoCultural
Wikipedia
IBGE
Kenny Scharf
Brasil Escola

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